segunda-feira, 6 de junho de 2011

::: NOVIDADE - CPF pode ser retirado pela internet a partir desta segunda-feira (6)

Não precisa mais ir ao banco ou agência dos correios. É uma mudança que deve facilitar a vida das pessoas, além de dar mais segurança.

Nesta segunda-feira (6) tem novidade em todo o país. Mudança no CPF.
O documento de plástico vai virar coisa do passado. A partir de agora, para retirar basta entrar na página da Receita Federal na internet. Não precisa mais ir ao banco ou agência dos correios. A razão disso é que o banco de dados cresceu muito, e também deve facilitar a vida das pessoas, além de dar mais segurança. Antes o tempo de esperava era de sete dias, agora é imediato.
O CPF foi criado em 1965 como cadastro da Receita Federal para armazenar informações fiscais.
Bom Dia Brasil

domingo, 5 de junho de 2011

::: OPORTUNIDADE - Infraero abre vagas de níveis médio e superior

Inscrições vão até 8 de julho, com oportunidades para profissionais de diversas áreas. Salários vão de R$ 1,9 mil a R$ 4,8 mil

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou o edital de abertura do aguardado concurso público para formação de cadastro reserva em diversos cargos. Há chances para várias cidades brasileiras – incluindo Curitiba – e os salários oferecidos chegam a R$ 4.839,19.
Profissionais com ensino médio completo têm como opções os cargos de desenhista projetista e profissional de tráfego aéreo. Já a função de técnico, nas modalidades de segurança do trabalho, contabilidade, topógrafo, mecânica, estradas, eletrotécnica, enfermagem do trabalho, eletrônica e edificações exige, além do ensino médio, formação técnica correspondente à função desejada.
São muitas as oportunidades para quem concluiu o nível superior. Há ofertas para graduados em administração, engenharia (diversas especialidades), medicina, tecnologia da informação, informática, economia, contabilidade, direito, arquitetura, meteorologia, psicologia, pedagogia, jornalismo, publicidade, relações públicas, biologia, serviço social e arquivologia.
Para os cargos que exigem nível médio, os vencimentos oscilam entre R$ 1.924,86 e R$ 2.482,25. Já os postos que demandam ensino superior apresentam remunerações que vão de R$ 2.818,86 a R$ 4.839,19.

Inscrições
A Fundação Carlos Chagas, organizadora do concurso, receberá as solicitações de inscrições a partir do dia 8 de junho em seu site (www.concursosfcc.com.br). Os valores da taxa de participação são de R$ 75 (superior) e R$ 59 (médio).
Todos os candidatos serão submetidos a avaliações objetivas marcadas para o dia 25 de setembro. Outras etapas da seleção preveem exame médico, avaliação psicológica e redação. Esta última apenas para concorrentes aos cargos de nível superior.
Os interessados devem escolher as cidades para qual pretendem se candidatar e o local da prova no ato de inscrição.
JC CONCURSOS

::: ECONOMIA - Desaceleração da economia freia aumento de salários

O aumento vigoroso do emprego perderá fôlego neste ano. Ainda que a desocupação esteja longe de ser um problema, a desaceleração da economia - já sinalizada nos dados do PIB (Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços produzidos no país) do primeiro trimestre - deverá trazer menos ganhos para os trabalhadores.

A economista do Santander, Tatiana Pinheiro, observa que os efeitos do esfriamento da economia, via aumento de juros e restrição do crédito, demoram a ocorrer. Por isso, o reflexo no mercado de trabalho só deverá aparecer por volta de outubro.

Mas alguns indicadores mostram que os salários começam a perder força. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) estima que a massa salarial - uma combinação de novas vagas e salários pagos - cresce em ritmo menor.

Em outubro de 2010, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta era de 13,9%. A expansão foi reduzida para 7,3% em abril deste ano, ante abril de 2010.

Segundo avaliação do economista do Dieese Sérgio Mendonça, a inflação vem limitando o poder de compra dos salários e provocou um crescimento mais modesto dessa massa de rendimentos desde o fim do ano passado.

"Está caindo muito rápido", avalia. Ele lembra que no ano passado a renda puxou o consumo, efeito que teve forte influência na expansão do país. Em 2011, diz, os salários terão impacto menor sobre a alta do PIB.

Na prática, isso significa cautela, segundo o economista Cláudio Dedecca, da Unicamp, estudioso do mercado de trabalho.

Para ele, a desaceleração será mais clara em comércio, serviços e fabricação de produtos de consumo, como roupas, por exemplo. São os primeiros setores a sofrer quando os salários achatam.

"Será possível trocar de emprego, mas muito possivelmente para ganhar o mesmo do emprego anterior. O espaço para promoções está mais restrito", diz.

Taxas altas de desemprego não estão nas suas previsões. Isso porque se espera crescimento de cerca de 4% na economia - o que ainda garante novas contratações. Mas, segundo ele, a duração da crise envolvendo o ministro Antonio Palocci pode levar a um pessimismo, o que provocaria corte em investimentos e criação de vagas.

::: EDUCAÇÃO??? - MEC distribui livro com erro de matemática a escolas rurais

O Ministério da Educação distribuiu no ano passado a 37 mil escolas rurais um material didático com erros de matemática e diagramação.

Nele se aprende, por exemplo, que 10-7=4 e que 16-8=6. Há ainda exercícios que remetem à página errada e frases incompletas. Um dos exemplos é a frase: "Invente mais três apelidos para a Mônica e explique o".

A coleção na qual os erros foram detectados tem obras sobre matemática, língua portuguesa, ciências, geografia e história. Ela foi elaborada por dez autoras que, de acordo com o MEC, fazem material para as escolas rurais desde 1998. Somente na versão distribuída no ano passado, no entanto, é que foram detectados problemas.

O ministério pagou no total R$ 14 milhões pela coleção, incluindo impressão e distribuição.

Os livros da coleção foram enviados a escolas rurais com turmas multisseriadas do 1º ao 5º ano, em que uma professora dá aula para alunos de mais de uma série. O total de estudantes prejudicados, de acordo com o MEC, é de cerca de 300 mil, menos de 1% do ensino público.

Os erros foram detectados por professores de universidades federais, segundo o secretário-executivo do MEC, José Henrique Paim Fernandes, em uma revisão feita a pedido da pasta.

Após a constatação, o ministério decidiu enviar aos coordenadores do programa de educação no campo uma orientação para que o uso do material seja suspenso. "A intenção era fazer uma errata, mas a avaliação demonstrou que o problema era mais sério do que a gente imaginava", disse.

Também foi pedida à CGU (Controladoria-Geral da União) uma sindicância para apurar as eventuais responsabilidades pelos erros e pela falta de revisão.

Dentro do MEC, a produção do material coube à Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade), que coordena a produção de outros materiais, como o kit anti-homofobia que acabou sendo vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Segundo Paim, boa parte da equipe responsável deixou o MEC neste ano devido a mudanças no comando da secretaria.

Além das autoras, a sindicância da CGU deve ouvir funcionários e ex-funcionários do MEC responsáveis pelo setor de publicações. Ainda não se sabe qual a origem dos erros.

::: JUSTIÇA-SP - TJ condena a 30 anos de prisão um homem morto desde 2008

A Justiça de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) condenou nesta semana a 30 anos de prisão um homem que, segundo a família, está morto desde 2008.

Parentes de Jair Francisco Manoel Júnior afirmaram perante o júri que assistiram ao sepultamento do réu. Mesmo assim, o julgamento prosseguiu e ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu em 2000.

O Tribunal de Justiça de São Paulo diz que a defesa não entregou a certidão de óbito do condenado -portanto, para efeito jurídico, ele não está morto.

O caso se assemelha ao revelado pela Folha de S.Paulo no último dia 16. O médico Emílio Conti, "achado" pela reportagem em um jazigo do cemitério São Paulo, na capital, está entre os 2.700 mortos na lista de procurados pela Justiça.

Jânio Rodrigues Oliveira, chefe do 1º Cartório de Registro Civil de Goiânia, diz que Manoel Júnior foi morto a tiros na capital de Goiás, como atesta certidão de óbito emitida pelo estabelecimento.

O problema é que o advogado de defesa, Luiz Carlos Martins Joaquim, só conseguiu entregar a certidão após o julgamento do réu e a Justiça ainda alega que o documento não está nos autos.

"Eu pedi diversas vezes aos pais a certidão de óbito, mas eles são muito simples, nem sei se têm", diz.

O advogado orientou, então, que fossem notificados cartórios para localizar a certidão de óbito e só assim o documento foi encontrado. Agora, ele pretende recorrer para anular o julgamento e ainda alega que Manoel Júnior é inocente.

::: REGIÃO - Alto Paraná terá mais de R$ 12 milhões em obras até o final de 2011

O prefeito dr. Cláudio e equipe estão comemorando a ótima fase que atravessa o município. O executivo municipal vem reivindicando junto aos Governos Federal e Estadual obras de impacto que promovam a qualidade de vida dos altoparanaenses.
Dentre as inúmeras obras está a construção da Escola para 500 alunos com 2.487,31 m2 , que além da construção padrão de uma escola, essa terá 11 salas de aulas, laboratório de informática, pátio coberto, vestiários e depósito para fanfarra.
 Obras contemplarão o município e distritos nas áreas como: Educação, Habitação e Infraestrutura urbana e rural.

     
            O prefeito dr. Cláudio e equipe estão comemorando a ótima fase que atravessa o município. Durante muito tempo o executivo municipal vem reivindicando junto aos Governos Federal e Estadual obras de impacto que promovam a qualidade de vida dos altoparanaenses.
Projetos envolvendo setores como: Habitação - Construção de Casas Populares e reconstrução de casas destruídas pelas chuvas; Educação – Término da Escola para 500 alunos e reforma da Escola Stella Maris; Infraestrutura – Construção de ponte, melhorias na iluminação pública e estradas vicinais, recapeamento e asfaltamento de ruas, além de inúmeras obras relevantes para o progresso do município estão na pauta da administração de Alto Paraná.
“Nossa administração fez o levantamento das reais necessidades do nosso povo e, é em cima dessas necessidades que elaboramos os projetos das obras que estão em andamento e das outras que em breve vamos iniciar”, destacou o Prefeito Cláudio Golemba.
Governando com austeridade e respeito ao contribuinte, o prefeito garantiu a reportagem que o município possui 50% do 13º salário do funcionalismo em caixa, além disso a cidade está com as contas pagas, “o funcionalismo recebe todo o final de mês, pontualmente, inclusive a saúde. A prefeitura sempre mantém uma reserva financeira razoável, pois, caso aconteça queda na arrecadação, continuaremos cumprindo e pagando todos os gastos”, frisou o prefeito.
Expondo as potencialidades bem como os planos para o município e as obras em andamento e outras que poderão advir venham realmente causar a plena satisfação da população, principalmente da mais carente e que, portanto mais necessita dos serviços e atendimento públicos, o prefeito fez questão de enumerar as conquistas e projetos:
- Recapeamento de ruas e avenidas: R$ 700.000,00 – Contemplando Alto Paraná e o distrito de Maristela.
- Pavimentação Asfáltica: R$ 800.000,00 – Construção de asfalto em ruas não pavimentadas.
- Reconstrução de 04 casas avariadas pelas chuvas: R$ 175.000,00
- Construção de ponte: R$ 50.000,00
- Melhoria na iluminação pública: R$ 200.000,00
- Reforma da Escola Stella Maris: R$ 150.000,00
- Construção de 180 casas populares: R$ 6.600.000,00 – O projeto está tramitando na Cohapar em Curitiba com toda documentação em dia e a previsão do início das casas populares é ainda em 2011. O município adquiriu o terreno e doou para a Cohapar.
- Término da Escola para 500 alunos com 2.487,31 m2 com investimentos de mais de R$ 3.000.000,00.
- Cascalhamento das Estradas Vicinais: R$ 500.000,00 – Está sendo realizado um trabalho nas estradas vicinais que nunca foi realizado em administrações anteriores no que tange ao cascalhamento dos pontos críticos dessas estradas. Isto tudo com a aquisição de cascalho e uso de máquinas próprias. Dessa forma facilitando o escoamento da safra e produção do produtor rural.
- Recanto de Maria: R$ 85.913,10 – Através do trabalho de idas e vindas a Brasília, o prefeito conseguiu liberar a última parcela da Construção da Casa de Oração.
Recursos Federais, Estaduais e municipais fazem com que vários projetos sejam realizados pela Administração Municipal do Prefeito dr. Cláudio Golemba, seu vice Jorge Gualberto e Equipe.
Neste ano já foram diversas idas do prefeito à Brasília em busca de recursos federais à fundo perdido, além da Biblioteca Cidadã batizada como “Fonte do Saber” e inaugurada em fevereiro.
“Estamos trabalhando em prol do nosso povo, onde dezenas de benfeitorias estarão preparando uma “Alto Paraná” melhor para as futuras gerações e garantindo para hoje uma qualidade de vida melhor para todos. O que for melhor para todos, será o melhor para a administração”, finalizou o prefeito de Alto Paraná, dr. Cláudio Golemba.
       Na tarde de quarta-feira, 01 de junho, conversei com o prefeito de Alto Paraná, dr. Cláudio Golemba.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

::: ENTORPECENTES - Líderes mundiais afirmam que guerra contra drogas fracassou

Relatório internacional e documentário reacendem debate sobre qual a melhor maneira de os países lidarem com a questão das substâncias psicotrópicas

Uma comissão internacional que reúne lideranças políticas e intelectuais de renome fez ontem uma contundente declaração sobre o combate às drogas: “A guerra contra os narcóticos fracassou, com consequências devastadoras para indivíduos e sociedades pelo mundo afora”. A análise faz parte de um relatório da Comissão Global sobre Política de Drogas, da qual faz parte o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e diversos líderes mundiais, como o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan. A divulgação do relatório coincide com a estreia do documentário brasileiro Quebrando o tabu, que defende a descriminalização das drogas.
A entrada em campo de pesos-pesados da inteligência internacional reacende o debate sobre qual é a melhor maneira de os países lidarem com a questão das substâncias psicotrópicas. A ideia por trás da criação de uma comissão global é, justamente, incentivar a tomada de posturas transnacionais sobre o assunto. Como os narcóticos constituem um mercado bilionário e globalizado, com estimados 300 milhões de usuários e US$ 320 bilhões de receita anual, a adoção de novas políticas precisa ser sincronizada entre os países, defende o grupo.

A comissão global diferencia, em sua pauta, os conceitos de descriminalização e legalização. No primeiro caso, estariam liberados a posse de pequenas quantidades e o consumo de narcóticos. No segundo, mais abrangente, toda a cadeia seria retirada da ilegalidade – da produção da matéria-prima até a venda e o uso.
Membro da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), o coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Jorge da Silva avalia que a descriminalização possa ser um primeiro passo para que a sociedade encare o problema de forma mais franca e aberta. “Os jovens não vão ter que esconder de suas famílias [o vício] e não terão o estigma de criminosos ou párias da sociedade. Poderão falar com seus pais e mães, orientadores educacionais nas escolas, pastores, padres, médicos”, afirma.
Experiência
A Holanda tem, possivelmente, a experiência de descriminalização mais conhecida no mundo. Drogas leves, como maconha e haxixe, são permitidas para uso pessoal. Os cidadãos holandeses podem comprar até 5 gramas do produto em coffee shops – locais autorizados para a venda que não podem ter estoques maior que 500 gramas. As drogas pesadas continuam proibidas, assim como a produção e o comércio de grandes quantidades de qualquer tipo de narcótico (leve ou pesado). Para Fernando Henrique Cardoso, a solução holandesa é “hipócrita”, por permitir o uso ao mesmo tempo em que proíbe a produção.
O professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP) Pierpaolo Bottini se diz amplamente a favor da mudança. Ele entende que as drogas são uma questão médica, e não judicial. “As estruturas do crime – incluindo o tráfico de armas, violência e poder paralelo de Estado – são resultado da política proibicionista”, defende.
Como contrapartida ao uso, Bittini sugere que o Estado passe a investir na política de redução de danos e internação voluntária de dependentes. “Esse paternalismo [criminalização do uso] não tem mais que existir em um Estado de Direito. A legislação penal é para agressões graves, em que o indivíduo não pode se defender. Um tratamento forçado não tem sucesso. O tabagismo, por exemplo, caiu brutalmente sem ninguém ser obrigado a nada”, compara.
Análise viciada
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), ex-delegado da Polícia Federal e autor da ação que suspendeu a Marcha da Maconha em Curitiba, acusa FHC de analisar o problema a partir de uma visão excessivamente acadêmica. “Ele não viveu o que eu vivi nas ruas, convivendo com pais e mães de dependentes químicos”, diz. O deputado defende que o uso deve continuar sendo crime, sem pena de prisão, mas com obrigatoriedades como o comparecimento a casas de recuperação e reabilitação. “O dependente, principalmente de rua, passa a ser um incapaz. Nos casos de crack e cocaína, o tratamento tem que ser obrigatório”.
Francischini afirma não ver a possibilidade de ocorrer um acordo global para a legalização das drogas. E teme que, caso a maconha seja descriminalizada no Brasil, o país passe a ser destino do tráfico internacional, já que cerca de 70% da maconha consumida no Brasil é importada e o país não é produtor de coca.
O promotor de justiça do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais do Júri e de Execuções Penais do Ministério Público do Paraná, Paulo Lima, entende que a amenização da repressão penal aos consumidores já aconteceu com a atual lei antidrogas. Ele acredita que a descriminalização total pode estimular o consumo. “O direito vem como o último bastião de defesa contra as drogas. Primeiro vamos ver o efeito de medidas adotadas na saúde pública, para depois pensarmos em mudanças na área penal”, afirma.
João Kopytowski, desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, julgou por vários anos crimes de porte, posse e tráfico de drogas, principalmente nas fronteiras do país. É favorável a um aumento dos efetivos policiais e do aparato penitenciário para a repressão às drogas, aliado a medidas educativas. Mas a descriminalização, para ele, está fora de questão. “Nosso nível cultural não permite um esclarecimento tão moderno, tão grande assim”, diz.

 Osny Tavares e Rafael Costa, especial para a Gazeta do Povo

::: MEC/ENADE - Direito da Unipar está entre os cursos que deverão reduzir o número de vagas

 Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do Ministério da Educação determinou a 136 cursos de direito a redução de 10.912 vagas de ingresso de estudantes, por vestibular ou outros processos seletivos. Esses cursos apresentaram resultado insatisfatório no Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 2009. Entre os atingidos pela medida, está o curso do campus da Unipar em Paranavaí. As instituições têm um prazo de 30 dias para apresentar defesa à secretaria.

O curso de direito da Unipar em Paranavaí terá uma redução de 34 vagas, passando de 169 para 135 vagas. Na avaliação do coordenador do curso, professor Albino Gabriel Turbay Junior, a situação em que foi feito o Enade de 2009 provocou a redução do CPC. Ele explica que normalmente o exame é feito por 80 alunos que estão ingressando e pelos formandos. Acontece que, por causa da interrupção anterior do curso o Enade foi feito por um grupo de quatro ou cinco alunos remanescentes e que obtiveram notas baixas.

Turbay Junior informou que a medida da Seres prevê a restituição das vagas após nova avaliação da instituição, o que no caso da Unipar de Paranavaí deve acontecer ainda neste ano. O coordenador salienta que nos outros dois componentes do CPC, a infraestrutura e a titulação dos professores, o curso atende plenamente as exigências do MEC. A instituição tinha prevista uma reunião para discutir a viabilidade de apresentar um recurso contra a medida.

A determinação da Seres, publicada em medida cautelar nesta quinta-feira, segundo a assessoria do MEC, no Diário Oficial da União, abrange cursos submetidos ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em 2009 - o resultado foi divulgado em fevereiro último. A medida atinge os cursos que apresentaram CPC 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. O CPC do curso de direito da Unipar de Paranavaí foi 1,77.

A redução do número de vagas é obrigatória até a renovação de reconhecimento dos cursos. Caso os cursos mantenham o resultado insatisfatório, a determinação da Seres pode ser definitiva. De acordo com o CPC do curso, o percentual de redução de vagas teve como base uma variação entre 15% e 65%. No cálculo, foi considerado o resultado no CPC contínuo. Ou seja, quanto menor o CPC, maior o percentual de redução.

O conceito preliminar de curso (CPC) é calculado no ano seguinte ao da realização do Enade, em cada área, e considera, além do desempenho dos estudantes, o corpo docente, a infraestrutura e os recursos didático-pedagógicos, entre outros itens. É um indicador prévio da situação dos cursos de graduação e uma referência de qualidade. O CPC antecede o conceito de curso (CC).

BENEDITO PRAXEDES JUNIOR - DN

quinta-feira, 2 de junho de 2011

::: REGIÃO - Aumento de assaltos a ônibus faz PRE intensificar investigações

Em maio, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) registrou a mesma quantidade de assaltos verificada entre fevereiro e abril. Investigação ocorrerá em parceria com outras corporações policiais, a fim de desmantelar quadrilhas

O aumento dos assaltos a ônibus de linha em rodovias fará com que a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) intensifique o trabalho de investigação em Maringá e região. A iniciativa foi anunciada na tarde de terça-feira (31), pelo tenente Christian Nogueira Gomes, face ao aumento do número de assaltos em maio.
As estatísticas mostram que maio registrou o mesmo número de assaltos que aconteceram entre fevereiro e abril deste ano nas rodovias estaduais. Em janeiro não houve nenhum; de fevereiro a abril, foi um por mês; em maio, houve três, um deles na madrugada desta terça, em Santa Fé (a 50 quilômetros de Maringá).

“Percebemos que o patrulhamento e os bloqueios na PR-317 não estavam surtindo efeito, pois as quadrilhas não transitam por essa rodovia, mas sim por outras, secundárias, até o momento em que abordam os ônibus na 317”, explicou o tenente. “Por isso, além desse trabalho, vamos intensificar a investigação, a fim de desmantelar esses grupos de assaltantes.”
As patrulhas e os bloqueios não vão terminar, mas o tenente adianta que o efetivo é pequeno para os 180 quilômetros da BR-317, além dos cerca de 600 quilômetros de rodovias secundárias que abrange toda a região do posto responsável por Maringá e região, que vai desde Mandaguari até o Rio Pirapó - por esse motivo, existe dificuldade em monitoras as rodovias secundárias.
A investigação não será isolada. Um grupo de inteligência da PRE repassará todas as informações colhidas para as polícias Rodoviária Federal, Civil e Militar, a fim de que haja uma integração durante o andamento dos inquéritos. “Se a investigação não recolhe provas suficientes, os bandidos acabam soltos depois de uma prisão temporária, se forem pegos.”
Nas rodovias federais, nove assaltos foram registrados no Paraná em 2011
A Polícia Rodoviária Federal registrou nove assaltos a ônibus neste ano no Paraná. A estatística não leva em conta o tipo de ônibus (se de viagem ou que circula apenas em regiões metropolitanas), mas revela o mesmo tipo de ocorrências nas rodovias federais.
Uma dessas ocorrências aconteceu na madrugada do dia 26 de maio, quando dois ônibus foram assaltados de uma única vez, na BR-487, na entrada para Campo Mourão (a 91 quilômetros de Maringá). Para fazer os motoristas pararem, os assaltantes estacionaram um caminhão de forma transversal na rodovia. Na abordagem, os ladrões dispararam tiros, mas ninguém ficou ferido.

Thiago Ramari - GM

::: GOLEIRO BRUNO - Assediado, Bruno é celebridade na cadeia

 

Segundo parentes de detentos, ele tira fotos com presos e agentes penitenciários. Nos dias de visita, fãs tentam vê-lo

Afastado há um ano dos gramados e da torcida do Flamengo, time pelo qual era o número um da defesa, o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, 26 anos, leva uma vida de celebridade na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.
O iG apurou que o goleiro, principal suspeito pelo desaparecimento de Eliza Samúdio, é assediado por colegas de pavilhão, dá autógrafos e até mesmo posa para fotos com agentes penitenciários. “Os carcereiros gostam tanto dele que o levam abraçado para o banho de sol”, contou um parente de um dos detento do pavilhão em que o goleiro está detido.
No dia 4 de junho de 2010, Eliza, com quem Bruno teve um filho, Bruninho, desapareceu sob circunstância ainda hoje desconhecidas. A polícia suspeita que Eliza tenha sido morta no sítio do goleiro. Ele nega. Seus advogados querem anular o processo e levar o caso, se for preciso, até o Supremo Tribunal Federal.

Atualmente, Bruno está sozinho em uma cela de aproximadamente quatro metros quadrados, com direito a uma televisão de 14 polegadas e rádio, levados pelos parentes. Ele sai do local apenas para o banho de sol, que acontece duas vezes por dia, durante duas horas. É neste momento que o goleiro treina no pátio da penitenciária, com direito a chuteiras, meião e bola oficial de futebol.
Antes de o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ser transferido de pavilhão, os dois se encontravam durante o banho de sol. Porém, eles estão sem contato há cerca de um mês pois estão em pavilhões diferentes. Bruno só pode receber visitas de quem ele autoriza - e não faltam fãs tentando ir ao local, em tentativa frustrada de ver o ídolo.
A família
Por semana, Bruno tem direito a receber dois visitantes. Quem não falta nunca é a avô paterna de Bruno, que o criou, Estela de Souza, 79, além da dentista Ingrid Calheiros, 25, oficialmente a companheira do goleiro.
Para visitar o atleta, Ingrid passa por uma revista. Mulheres de detentos contam que ela é simpática e sempre se veste casualmente, com calça jeans e camiseta. No último sábado, 28 de maio, a dentista esteve visitando Bruno. No próximo sábado, dia 4 de junho, ela deve retornar ao local para pernoitar com Bruno. As visitas íntimas são permitidas apenas uma vez por mês.
O goleiro está na penitenciária em Contagem desde o dia 9 de julho de 2010. Ele chegou a reclamar da comida e tomou remédios antidepressivos, mas já teria deixado os remédios para conter a tristeza, há cerca de três meses, segundo pessoas ligadas ao goleiro. Geralmente ele toma café da manhã às 7h30 e almoça às 12h. Por volta de 15h, os detentos tomam café da tarde. Às 18h, eles jantam.

Saúde
Desde o ano passado, Bruno não recebe atendimento médico. No dia 12 de julho de 2010 o atleta queixou-se de tosse, gripe, vertigem e náuseas.
Ele recebeu tratamento para gripe e se recuperou. No dia 23 de setembro do ano passado, ele foi encaminhado ao Socor, tradicional hospital na região centro-sul de Belo Horizonte, para realizar uma bateria de exames. Já no dia 5 de outubro foi encaminhado à Policlínica de Nova Contagem, bairro da penitenciária em que se encontra. Com dores de cabeça e vomitando, ele tomou soro e teve a pressão verificada antes de retornar à prisão.
O goleiro também alegou mal-estar em audiências judiciais. No dia 6 de outubro de 2010, foi medicado e liberado da Policlínica de Ribeirão das Neves, cidade vizinha à Contagem. Posteriormente, ele foi encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, o principal hospital de Minas Gerais, na região central de Belo Horizonte. Como nada ficou constatado após os exames, retornou ao presídio.
Em audiência na cidade de Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, no dia sete de outubro, o goleiro voltou a se queixar de tontura, sendo atendido por um bombeiro militar no próprio local. Já no dia 13 de outubro de 2010, Bruno foi encaminhado ao Hospital Municipal de Contagem, após se sentir mal durante a audiência judicial no Fórum de Contagem.

Denise Motta, iG Minas Gerais