terça-feira, 6 de novembro de 2012

::: AUTOMÓVEIS - Carros vão voltar a subir em 2013, diz estudo

Fim do IPI reduzido deve encerrar também o período de cinco anos consecutivos com queda no preço médio dos veículos

O corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde o fim de maio, deve levar a uma redução de 5,8% nos preços dos automóveis, de acordo com estudo da LCA Consultores. O fim do benefício, a partir de 1.º de janeiro, levará a uma alta dos preços, mas ela não será integral de imediato, acredita Fábio Romão, economista da LCA empresa. Como o início do ano costuma ser fraco em vendas, ele aposta que muitas empresas vão adotar como estratégia o mote: “aqui o IPI continua reduzido” para tentar vender as sobras do fim do ano.
Romão lembra que, em abril de 2010, quando o IPI voltou a ser cobrado integralmente depois de mais de um ano de redução, o repasse ocorreu aos poucos e não foi integral. Naquele ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,9% e os preços dos automóveis novos caíram 1%.
 
Quinto ano
2012 será o quinto ano consecutivo de deflação no preço de veículos. No período 2008-2012, enquanto a inflação vai bater nos 31,4% – levando-se em conta a projeção de 5,5% para este ano –, os preços dos carros cairão 14,7%. O período contínuo de redução de preços coincide com a chegada de novas montadoras, como as chinesas Chery e JAC, que estão construindo fábricas, e a coreana Hyundai, que iniciou produção em Piracicaba (SP) em setembro.
Oito novas marcas de importados desembarcaram no país nesse período, a maioria chinesas. Empresas já instaladas no Brasil também anunciaram planos de ampliação de parques fabris. A japonesa Toyota inaugurou nova fábrica em Sorocaba (SP) em agosto. Fiat e Nissan estão construindo filiais em Goiana (PE) e Resende (RJ). As vendas saltaram de 2,82 milhões de unidades em 2008 para cerca de 3,8 milhões previstas para este ano.
O fato de os preços ao consumidor não terem acompanhado a inflação não significa, porém, que as montadoras estão perdendo dinheiro. “O que ocorreu é que as empresas passaram a domar mais seus custos”, afirma o diretor do Centro de Estudos Automotivos, Luiz Carlos Mello, ex-presidente da Ford do Brasil
 
AE

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